A bacia do Rio Doce, que se divide entre os estado de Minas Gerais (86% de sua área) e do Espírito Santo (14%), é considerada por muitos especialistas uma das bacias mais degradadas no Brasil. Em seus 8 milhões 340 mil hectares vivem 3,5 milhões de habitantes em 230 municípios. Dezoito por cento do PIB mineiro é gerado na bacia, onde é forte a presença de atividades dependentes de água: mineração, celulose e agricultura e pecuária.
No entanto, alguns indicadores da Bacia mostram a insustentabilidade do modelo de desenvolvimento adotado. A bacia teve noventa por cento de sua área transformada em capoeiras e pastagens de baixa produtividade (1 cabeça para 2 hectares ) e hoje tem um déficit de matas ciliares de 100 mil hectares. Apesar de estudos indicarem queda abrupta da vazão média do Rio Doce na última década e da bacia abrigar espécies ameaçadas de extinção, há poucas áreas protegidas assegurando a conservação dos recursos hídricos e da biodiversidade. São apenas três unidades de conservação: Parque Estadual Rio Doce, Parque Estadual Rio Contente e Parque Estadual Sete Salões. Cinco dos dez municípios mais pobres de Minas Gerais estão localizados na bacia do Rio Doce, que tem IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) abaixo da média nacional - 0,695.
Projeto Rio Doce Sustentável tem como objetivo p romover o uso de incentivos econômicos para a conservação e recuperação da biodiversidade e dos recursos naturais e o desenvolvimento sustentável na bacia. Partindo da integração de esforços entre o setor privado, governamental, acadêmico e não governamental (ONG), o projeto tem como estratégias: