Programas
  Corredor Central
  Serra do Mar
  Bacia do Rio doce
  Corredor Marinho
Projetos
  Paisagens
Sustentáveis
  Conservação em
Terras Privadas
  Bacias Sustentáveis
Diálogo Florestal
Notícias
Mata Atlântica
Downloads
GeoAtlântica
Contato
 
 
 
 
 


 

 

 

 

BACIAS SUSTENTÁVEIS
 

A água é um elemento fundamental para o funcionamento dos ecossistemas e para a vida humana. A maior parte da população brasileira depende dos recursos hídricos da Mata Atlântica, indicando a importância da integração dos esforços de proteção de florestas e dos mananciais.

Alterações de uso da terra podem gerar fortes impactos negativos, afetando drasticamente os sistemas produtivos, reduzindo as possibilidades de conservação da biodiversidade e danificando os mananciais de água doce. Estes efeitos se agravam quando os impactos afetam áreas críticas para a manutenção dos recursos hídricos, como as cabeceiras, faixas marginais dos cursos d'água e áreas de recarga de aqüíferos.

A estratégia do programa Bacias Hidrográficas Sustentáveis do IBio é compatibilizar, na escala de bacia hidrográfica, as atividades produtivas com a conservação da água e da biodiversidade, criando incentivos para restauração e uso sustentável dos recursos. As bacias, sub-bacias ou microbacias são a base para o planejamento e execução de ações.

 

Projetos:

   

 

O projeto Florestas para a Vida tem como objetivo a conservação dos ecossistemas florestais e dos recursos hídricos das bacias dos rios Santa Maria e Jucu, no estado do Espírito Santo. Localizadas na região serrana do estado, as duas bacias somam uma área total de 401.000 hectares e possuem mais de 40% de sua floresta nativa, ou mais de um terço das florestas tropicais remanescentes no estado. As bacias abrigam ainda duas unidades de conservação de proteção - o Parque Estadual Pedra Azul e a Reserva Biológica Augusto Ruschi - e três Áreas de Proteção Ambiental estaduais: Goiapaba-Açú, Mestre Álvaro e Praia Mole.

No entanto, alguns indicadores da Bacia mostram a insustentabilidade do modelo de desenvolvimento adotado. A bacia teve noventa por cento de sua área transformada em capoeiras e pastagens de baixa produtividade (1 cabeça para 2 hectares ) e hoje tem um déficit de matas ciliares de 100 mil hectares nos principais rios da bacia. Apesar de estudos indicarem queda abrupta da vazão média do Rio Doce nas últimas décadas e da bacia abrigar espécies ameaçadas de extinção, há poucas áreas protegidas assegurando a conservação dos recursos hídricos e da biodiversidade. Na bacia do Rio Doce ao lado de um grande potencial para o desenvolvimento, particularmente de atividades relacionadas a florestas, estão localizados cinco dos dez municípios mais pobres de Minas Gerais.

A região abriga altos níveis de biodiversidade, apesar da pressão humana, e foi classificada como prioritária para conservação dentro do Corredor Ecológico Central da Mata Atlântica. Um estudo recente na área do projeto identificou 62 espécies de mamíferos, a maior diversidade de mamíferos da Mata Atlântica. Trinta por cento das 959 espécies ameaçadas da fauna do Estado vivem nas duas bacias, incluindo o macaco Muriqui ( Brachyteles hypoxanthus ), maior primata das Américas e um dos 25 primatas mais ameaçados de extinção no mundo.

Além do valor para a conservação da biodiversidade, as duas bacias são de vital importância para a economia e a sociedade capixaba. As bacias são fontes de 90% da água que abastece a área metropolitana de Vitória, com cerca de 1,5 milhões de habitantes (quase 50% da população do Estado) e grandes indústrias. Alem disso, três hidroelétricas estão implantadas nos dois rios que contribuem significativamente para a geração de energia no estado. O Projeto Florestas para a Vida foi submetido ao Banco Mundial e deve obter aprovação do GEF no primeiro trimestre de 2007. O IBio coordena o projeto a pedido do governo do Estado do Espírito Santo, que assinou em dezembro de 2006 o segundo convênio com o instituto para a realização de ações de implementação.

 

Ações previstas para 2007:

   

Implementar projetos demonstrativos, na escala de sub-bacias, de restauração e mudanças de práticas de uso do solo através de incentivos econômicos;

Desenhar e implementar um Plano de Negócios para a Bacia do Rio Doce, visando integrar os esforços de diversos setores da sociedade - governos, empresas, ONGs - para a implantação de um modelo sustentável de desenvolvimento para a região.

Área foco: Bacias dos rios Jucu e Santa Maria da Vitória (ES)

Recursos: Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Espírito Santo (IEMA/ES)

Parceiros

Instituto de Pesquisas da Mata Atlântica (IPEMA)

Fundação ProMar

Conservação Internacional

IEMA/ES

Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural ( INCAPER/ES)

Secretaria Estadual de Planejamento

Banco Mundial

 

 
 

A bacia do Rio Doce, que se divide entre os estado de Minas Gerais (86% de sua área) e do Espírito Santo (14%), é considerada por muitos especialistas uma das bacias mais degradadas no Brasil. Em seus 8 milhões 340 mil hectares vivem 3,5 milhões de habitantes em 230 municípios. Dezoito por cento do PIB mineiro é gerado na bacia, onde é forte a presença de atividades dependentes de água: mineração, celulose e agricultura e pecuária.

No entanto, alguns indicadores da Bacia mostram a insustentabilidade do modelo de desenvolvimento adotado. A bacia teve noventa por cento de sua área transformada em capoeiras e pastagens de baixa produtividade (1 cabeça para 2 hectares ) e hoje tem um déficit de matas ciliares de 100 mil hectares. Apesar de estudos indicarem queda abrupta da vazão média do Rio Doce na última década e da bacia abrigar espécies ameaçadas de extinção, há poucas áreas protegidas assegurando a conservação dos recursos hídricos e da biodiversidade. São apenas três unidades de conservação: Parque Estadual Rio Doce, Parque Estadual Rio Contente e Parque Estadual Sete Salões. Cinco dos dez municípios mais pobres de Minas Gerais estão localizados na bacia do Rio Doce, que tem IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) abaixo da média nacional - 0,695.

Projeto Rio Doce Sustentável tem como objetivo p romover o uso de incentivos econômicos para a conservação e recuperação da biodiversidade e dos recursos naturais e o desenvolvimento sustentável na bacia. Partindo da integração de esforços entre o setor privado, governamental, acadêmico e não governamental (ONG), o projeto tem como estratégias:

 

Projeto Piloto na sub-bacia do Ribeirão do Boi

Plano de negócios para a bacia do Rio Doce

Por ser uma região bastante representativa da bacia do rio Doce, em função do perfil das propriedades e da produção rural baseada na pecuária extensiva, a sub-bacia do Ribeirão do Boi foi escolhida como área piloto. Com 35.875 hectares de extensão e localizada na porção média do vale do Rio Doce, próximo ao Vale do Aço, a área sofreu grandes impactos antrópicos e apresenta grande extensão de áreas degradadas. Entretanto, a presença de empresas siderúrgicas e florestais e do Parque Estadual do Rio Doce cria boas oportunidades para ações conservacionistas.

O projeto se encontra em fase de estruturação e captação de recursos.

Área foco: Sub-bacia do Ribeirão do Boi (ES). Municípios de Caratinga, Bom Jesus do Galho, Vargem Alegre e Entre Folhas.

 

Parceiros

Conservação Internacional

The Nature Conservancy

Celulose Nipo-Brasileira (Cenibra)

Promata - Instituto Estadual de Florestas/MG

Centro Universitário do Leste de Minas Gerais (UNILESTE)