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CONSERVAÇÃO EM TERRAS PRIVADAS |
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A Mata Atlântica perdeu mais de 90% de sua cobertura florestal original. Da área remanescente, mais de dois terços encontra-se em propriedades particulares. Portanto, envolver o setor privado nos esforços de proteção dos remanescentes e recuperação de áreas degradadas é uma prioridade para a conservação da Mata Atlântica.
Por meio do Programa Conservação da Biodiversidade em Terras Privadas , o IBio tem apostado no setor privado como um parceiro estratégico e fundamental para a implantação de ações de conservação da biodiversidade e restauração florestal. Como setor privado, consideramos desde os pequenos proprietários e comunidades rurais até as grandes empresas florestais, especialmente do setor de papel e celulose. |
Principais objetivos
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Capacitação de mão-de-obra local para atuar nas atividades inerentes à restauração florestal, associando a recuperação da Mata Atlântica com a geração de trabalho e renda.
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Desenvolvimento de negócios comunitários sustentáveis.
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Este projeto tem como objetivo utilizar remanescentes e áreas de restauração florestal de empresas do setor de papel e celulose para a formação de corredores de biodiversidade. O projeto prevê o planejamento e a implantação de ações integradas de conservação e restauração florestal que contribuam para a consolidação do Corredor Central da Mata Atlântica. Para isso, uma rede de monitoramento da restauração florestal foi instalada em 2004 e 2005. Com 65 parcelas permanentes e quatro unidades experimentais, a rede terá seu desenvolvimento acompanhado. Também será avaliada sua funcionalidade na formação de corredores ecológicos.
As unidades de conservação de proteção integral, como os parques e as reservas biológicas correspondem, na Mata Atlântica, a pouco mais de dois milhões de hectares, ou cerca de 1,7% de sua área total. Com um bom planejamento para a conservação em propriedades de empresas florestais, a área protegida poderia ser ampliada substancialmente, por meio da incorporação das Reservas Legais e das Áreas de Preservação Permanente das empresas aos corredores ecológicos.
Durante a fase de implantação, o projeto estendeu a proposta a proprietários rurais locais e os incluiu no inventário sobre iniciativas de restauração florestal das empresas Aracruz e Veracel no Corredor Central da Mata Atlântica. Os resultados e análises do estudo serão publicados pelo IBio no livro "Restauração Florestal em Terras Privadas ", em fase final de produção. Área de atuação -
Extremo Sul da Bahia e Norte do Espírito Santo
Recursos -
Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF); Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e empresas parceiras. |
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Parceiros |
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Aracruz Celulose
Conservação Internacional
Suzano Papel e Celulose
The Nature Conservancy do Brasil
Veracel Celulose |
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Os remanescentes de mata nativa no extremo sul da Bahia têm sido intensamente pressionados por atividades extrativistas, praticadas por comunidades locais, que apesar de não terem uma cultura eminentemente extrativista, possuem em determinados recursos florestais uma alternativa econômica relevante, como é o caso da piaçava ( Attalea funifera ). O desconhecimento sobre o estoque natural de piaçava na região, a falta de capacitação para a extração, a ausência de planos de manejo sustentável, assim como o reduzido valor agregado na comercialização da fibra em seu estado bruto ou apenas pré-processado podem levar a escassez desse recurso natural e comprometer a qualidade de vida das famílias que dele dependem.
A perspectiva de ação do projeto é trabalhar a piaçava como uma espécie guarda-chuva, com o estabelecimento de estratégias de manejo sustentável de remanescentes florestais com alta importância biológica. A partir do desenvolvimento de alternativas produtivas que agreguem valor ao trabalho das comunidades é possível viabilizar a integração entre oportunidades de trabalho e renda e conservação da biodiversidade.
O objetivo principal do projeto é desenvolver, em parceria com as comunidades, um sistema de manejo e extrativismo da fibra e dos frutos da piaçava, bem como de outros produtos florestais não-madeireiros, associado a uma estratégia de beneficiamento e comercialização que agregue valor aos produtos finais e amplie os resultados para as comunidades. Os benefícios esperados são: melhoria da renda familiar; sustentabilidade no uso dos recursos florestais não-madeireiros, especialmente a piaçava; e proteção de remanescentes florestais.
Área de atuação: Quatro comunidades localizadas no Corredor Central da Mata Atlântica, no Extremo Sul da Bahia: vila rural de Ponto Central e aldeia Pataxó de Coroa Vermelha (incluindo a Reserva da Jaqueira), no município de Santa Cruz Cabrália; e aldeias Pataxó de Barra Velha e Boca da Mata, vizinhas ao Parque Nacional Monte Pascoal em Porto Seguro.
Recursos: Blue Moon Fund e parceiros do projeto. |
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Parceiros |
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Associação Flora Brasil
Instituto Brasileiro de Educação em Negócios Sustentáveis - IBENS
Veracel Celulose
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A região localizada entre o rio Jequitinhonha e o rio Doce, abrangendo o Extremo Sul da Bahia e o Norte do Espírito Santo, abriga uma vasta diversidade de espécies da flora e fauna, muitas delas endêmicas e ameaçadas de extinção. Considerando sua diversidade biológica, a região é chamada pelo IBio e parceiros que atuam nesta zona de "Mesopotâmia da Biodiversidade". A Mesopotâmia da Biodiversidade está inserida na porção intermediária do Corredor Central da Mata Atlântica, compreendendo praticamente metade de sua porção terrestre.
Esta zona teve algumas de suas unidades de conservação reconhecidas como Sítios do Patrimônio Mundial Natural pela UNESCO, em 2000: os parques nacionais do Pau Brasil, Monte Pascoal e Descobrimento, a RPPN Estação Veracel, a Reserva Biológica Federal de Sooretama e a Reserva Florestal de Linhares (reserva privada da Companhia Vale do Rio Doce, sem status de proteção legal). Com o título, as áreas passaram a integrar o rol das mais importantes na conservação do patrimônio natural existente em nosso Planeta.
Apesar disto, segundo o Atlas da Mata Atlântica (SOS Mata Atlântica, 2000), restam nesta região apenas 20% de toda a cobertura florestal original. E somente 2% desta área remanescente está protegida por unidades de conservação de proteção integral.
Há interesse e compromisso cada vez maiores com projetos de restauração florestal, de formação de corredores ecológicos e de recuperação de bacias hidrográficas por parte de organizações ambientalistas locais, prefeituras municipais, proprietários, comunidades e empresas. Entretanto, tais iniciativas esbarram na carência de ferramentas de planejamento estratégico e de monitoramento, fundamentais para assegurar a efetividade destas ações.
Diante deste quadro e da oportunidade de transformar esta região num bem sucedido exemplo de planejamento integrado para conservação, o projeto Mesopotâmia da Biodiversidade tem como objetivos:
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Área foco:
Corredor Central da Mata Atlântica, entre os rios Doce (ES) e Jequitinhonha (BA).
Recursos: Center for Biodiversity Conservation (CBC) da Conservação Internacional e The Nature Conservancy. |
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Parceiros |
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Aracruz Celulose
Associação Comunitária Beneficente de Nova Caraíva - ASCBENC
Associação dos Nativos de Caraíva - ANAC
Associação dos Proprietários de Reservas Particulares da Bahia e Sergipe - PRESERVA
Associação Flora Brasil
Conservação Internacional
Cooperativa de Refloresta-dores de Mata Atlântica do Extremo Sul da Bahia - COOPLANTAR
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Grupo Ambiental Natureza Bela
Instituto Cidade
Laboratório de Ecologia e Restauração Florestal – LERF/ESALQ/USP
Projeto Corredores Ecológicos
Rede de Sementes Florestais do Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia - RIOESBA
Suzano Papel e Celulose
The Nature Conservancy
Veracel Celulose
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Desde 1990, a legislação ambiental brasileira prevê o reconhecimento, pelos órgãos governamentais, de unidades de conservação em propriedades particulares, criadas a partir do desejo e requerimento voluntário dos próprios donos. As Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN) representam a consolidação da participação do setor privado nos esforços de proteção da biodiversidade brasileira, contribuindo para o cumprimento das metas previstas na Convenção Mundial sobre a Diversidade Biológica, da qual o país é um dos signatários.
Hoje, mais de 700 RPPN, distribuídas por todos os estados e todos os biomas brasileiros, mas concentradas principalmente na Mata Atlântica, protegem cerca de 570 mil hectares, complementando as ações governamentais. Embora pequenas na sua grande maioria, as RPPN têm um papel fundamental na formação de corredores ecológicos e na proteção das zonas de amortecimento dos grandes parques e reservas públicos. Além disso, diversas RPPN têm sido utilizadas como laboratórios ao ar livre para pesquisas sobre fauna e flora, como áreas de recreação e ecoturismo e como centros de educação ambiental, algumas vezes integrando pólos de desenvolvimento regional sustentável.
O projeto Patrimônio Natural do IBio é composto por três iniciativas:
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Área foco : Mata Atlântica, porém com ações no âmbito nacional e continental.
Recursos: Aracruz Celulose, recursos institucionais e parcerias. |
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Parceiros |
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Aliança de Redes Latino-Americanas de Conservação Privada
Aliança para a Conservação da Mata Atlântica
Aracruz Celulose
Associação de Proprietários de RPPN de Minas Gerais - ARPEMG
Associação dos Proprietários de Reservas Particulares da Bahia - PRESERVA
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Confederação Nacional de RPPN - CNRPPN
Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica
Conservação Internacional
The Nature Conservancy
Veracel Celulose
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Projeto Conservação Mudas de espécies nativas em viveiro da Veracel |
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Cláudio Lyrio
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Projeto Piaçava Sustentável
Artesanato comunitário feito em piaçava |
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Projeto Mesopotâmia
Turma e instrutores de curso de restauração florestal. Caraíva (BA) |
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| Para mais informações sobre RPPN, visite www.rppnbrasil.org.br |
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