Inscreva-se no Seminário Internacional Gestão Integrada do Território para o Desenvolvimento Sustentável.
Rio de Janeiro, 09 de Março de 2010
Estão abertas as inscrições para o Seminário Internacional Gestão Integrada do Território para o Desenvolvimento Sustentável. O evento acontecerá em Ipatinga, entre os dias 09 a 11 de abril.
09 ABRIL 2010
17h00 – Sessão de abertura Abertura Solene pelo Governador do Estado de Minas Gerais. Presença de Ministros, Embaixadores, Prefeitos, CNPq e demais autoridades. 19h00 – Conferência Viabilização do Desenvolvimento Sustentável pela aplicação do GIT. Eliezer Batista, Ex-Ministro de Minas e Energia e de Planejamento Estratégico e Ex-Presidente da VALE, Brasil.
10 ABRIL 2010
9h00 – PAINEL 1 Gestão Integrada de Território: micro-territórios, unidades de preservação e bacias hidrográficas – Presidente: Inguelore Scheunemann
Princípios da Gestão Integrada de Território - Luiz Oosterbeek, Professor do Instituto Politécnico de Tomar, Presidente do Instituto Terra e Memória, Portugal. Construção de cenários futuros - Fernando Ortega – Secretário de Ciência e Tecnologia do Governo do Peru, Presidente do Prospecta Peru, Peru. Preservação e destruição: lições do passado – María Luisa Villa, Ejecutiva de Planeación y Desarrollo de la Fundación Amigos del Chocó, Proyecto Oro Verde, Antioquia, Colombia. Aspectos históricos da formação da Região da Bacia do Rio Doce - Haruf Salmen Espíndola, Professor da UNIVALE, Minas Gerais, Brasil.
14h00 – PAINEL 2 Instrumentos de Gestão, Inovação, Desenvolvimento e Didática dos territórios: experiências na Europa e no Brasil. Presidente: André Guimarães
O lugar do Patrimônio Cultural e dos Museus – Rossano Lopes Bastos, IPHAN (São Paulo), Brazil. APA Serra da Mantiqueira – Clarismundo Benfica, Gerente da APA Serra da Mantiqueira, MG, Brasil. Gestão do Território em Áreas Protegidas - Caso do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros – Portugal – Rita Anastácio, Professora do Instituto Politécnico de Tomar, Portugal. Instrumentos legais e jurídicos na gestão de conflitos – Marcos Paulo de Sousa Miranda, Promotoria Pública do Estado de Minas Gerais, Brasil. *
17h00 – MESA-REDONDA Experiências de atuação sistêmica no território: expectativas, estratégias e dificuldades (participação de representantes de empresas com intervenção na bacia do Rio Doce).
19h00 – Conferência Desenvolvimento Sustentável e Estratégias de Crescimento e Coesão das Regiões e Territórios: um olhar europeu sobre um problema global. Senador Alfonso Andria, Presidente do Centro Universitário Europeu para os Bens Culturais, Ravello, Itália
11 ABRIL 2010
9h00 - PAINEL 3 “Exaustão de recursos e como agir: planejamento, uso eficiente, recuperação, consciência”. Presidente: Aline Tristão Recursos naturais e áreas deprimidas – Felipe Duarte Santos – Gestor da Área de Desenvolvimento Sustentável do Programa Iberoamericano de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Políticas públicas – Raphael de Almeida Magalhães, Membro do Conselho Deliberativo do IBio, ex-ministro da Previdência Social e ex-governador do Estado da Guanabara, Brasil. Capital Humano e desenvolvimento do território – Professor Mauro Passos , Universidade Católica de Minas Gerais, Brasil. Perspectivas de recuperação para o Estado de Minas Gerais – José Carlos Carvalho, secretário de Meio Ambiente do Estado de Minas Gerais, Brasil. *
14h00 - PAINEL 4 Estratégias de diversidade biológica, econômica e cultural. Presidente: Luiz Oosterbeek
Criatividade e competitividade nas políticas regionais – Senador Alfonso Andria, presidente do Centro Universitário Europeu para os Bens Culturais, Ravello, Itália. Economia e gestão ambiental– Ronaldo Seroa da Motta, IPEA. A cultura como fator de desenvolvimento - Maurizio Quagliuolo, secretário-executivo do Instituto Herity, Roma , Itália Diversidade biológica no contexto do desenvolvimento econômico - Roberto Cavalcanti – Professor da Universidade de Brasília, diretor-presidente do IBio, Brasil.
17h00 – Encerramento Avaliação do seminário pela comissão organizadora.
Projeto de restauração florestal na Bahia é o primeiro a receber selo CCB no Brasil
Rio de Janeiro, 18 de fevereiro de 2010
O Corredor Ecológico Monte Pascoal – Pau Brasil, no Extremo Sul da Bahia, é o primeiro projeto brasileiro de restauração florestal a receber o selo Clima, Comunidade e Biodiversidade (CCB). Considerado o mais importante certificado internacional para sequestro de carbono, o selo CCB atesta que o projeto é capaz de, ao mesmo tempo, minimizar os efeitos das mudanças climáticas, dar suporte ao desenvolvimento sustentável e conservar a biodiversidade em sua área de atuação. A meta do projeto é viabilizar a restauração de pelo menos 1.000 hectares, removendo, ao longo de 30 anos, cerca de 360 mil toneladas de dióxido de carbono da atmosfera.
O projeto é uma iniciativa da The Nature Conservacy (TNC), do Instituto BioAtlântica (IBio), da Conservação Internacional (CI-Brasil), do Instituto Cidade, do Grupo Ambiental Natureza Bela, da Associação de Nativos de Caraíva, da Associação Comunitária Beneficente de Nova Caraíva, que se uniram para trabalhar pela formação do corredor ecológico entre os parques nacionais do Pau Brasil e do Monte Pascoal, e da Cooperativa de Reflorestadores de Mata Atlântica do Extremo Sul da Bahia (Cooplantar), organização responsável pelo plantio e manutenção das mudas no campo.
“Pretendemos construir um corredor ecológico para criar uma conexão entre os remanescentes de Mata Atlântica e os dois parques nacionais, principalmente nas bacias hidrográficas dos rios Caraíva e dos Frades, considerada uma das mais ricas em biodiversidade do mundo”, comenta Gilberto Tiepolo, coordenador de carbono florestal da The Nature Conservancy (TNC).
A primeira propriedade já restaurada pela Cooplantar, no corredor, foi a fazenda Monte Pascoal, de propriedade de Olival José Covre, no município de Itabela. Um total de 17 hectares de área degradada foi restaurado na fazenda, tanto por meio do plantio de mudas de árvores nativas quanto pela regeneração natural assistida. O primeiro contrato de créditos de carbono, que permitiu a restauração na fazenda Monte Pascoal, foi assinado com a empresa de alimentos Kraft Foods, ainda em 2008.
Além de reduzir os efeitos das mudanças climáticas, o projeto será capaz de gerar trabalho, renda e capacitação para comunidades e organizações locais. As oportunidades de negócios criadas pelo projeto incluem coleta de sementes, produção de mudas, plantio e manutenção das áreas restauradas. Outra oportunidade para as organizações locais é o monitoramento do selo CCB, que exige o acompanhamento dos estoques de carbono, dos ganhos para a biodiversidade e dos benefícios sociais gerados pelo projeto. Lucio Bedê, gerente do programa Mata Atlântica da CI-Brasil, ressalta que devido aos importantes aspectos que o selo contempla, ele é bastante cobiçado pelos interessados em adquirir créditos de carbono com esse diferencial.
Já em 2009, foram assinados contratos de créditos de carbono para a compensação voluntária de emissões da Natura Cosméticos (250 hectares) e da Coelba - Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (50 hectares). Segundo Beto Mesquita, diretor executivo do IBio, "a meta é chegar a 1.000 hectares contratados até o final de 2011, contribuindo de maneira significativa para a recuperação ambiental e o desenvolvimento sustentável da região."
IBio firma Termo de Compromisso para criação de 10 mil hectares de RPPN estaduais no Rio de Janeiro
Rio de Janeiro, 26 de Janeiro de 2010
A secretária de Estado do Ambiente, Marilene Ramos, o presidente do Instituto Estadual do Ambiente, Luiz Firmino Martins Pereira, e o diretor de Biodiversidade, André Ilha, entregam, nesta quarta-feira (27/01), a certificação definitiva de 22 Reservas Particulares de Patrimônio Natural (RPPN), totalizando 1.226 hectares de área protegida.
Na solenidade, que será realizada no auditório do Inea, às 15h, também será assinado um Termo de Cooperação Técnica entre o órgão, a Associação Mico-Leão-Dourado e o Instituto BioAtlântica para a criação de mais 10.000 hectares de RPPN estaduais.
Entre os proprietários de RPPN que receberão o certificado de reconhecimento definitivo, estará o cantor Ney Matogrosso, proprietário de duas reservas no município de Saquarema. Considerado um apoiador convicto do movimento RPPNista do Estado do Rio de Janeiro, o cantor tem no total 80 hectares de área protegida.
Outro proprietário que receberá o certificado é a Sra. Myriam Tizziano, que possui, em Resende, a maior RPPN estadual com 538 hectares de floresta protegida.
A criação de RPPN é uma ferramenta estratégica para a conservação da Mata Atlântica, uma vez que aproximadamente 80% deste bioma encontram-se em terras privadas.
O proprietário que decide constituir sua propriedade, ou parte dela, em RPPN não perde direito à área, mas limita seu uso à pesquisa científica, prática de turismo ecológico e a ações recreativas e educacionais. O reconhecimento da propriedade como RPPN tem caráter perpétuo, independente da mudança de titularidade.
Para criar uma Reserva Particular de Patrimônio Natural o proprietário deve protocolar o requerimento para criação no Inea. Após analisada a relevância ambiental da área, será publicada no Diário Oficial do Estado a Portaria de reconhecimento definitivo. A partir desse momento, o proprietário assinará um Termo de Compromisso com o Inea que deverá ser averbado na matrícula do imóvel. Por fim, o Instituto emite o certificado de reconhecimento definitivo da área como RPPN.
O trâmite do procedimento administrativo para o reconhecimento do Inea dura em média cinco meses quando a documentação apresentada pelo requerente estiver de acordo com as normas legais pertinentes.
Quando: quarta-feira (27/01), às 15h. Onde: Auditório da sede do Inea - 6o andar. Avenida Venezuela 110, Centro. RJ.
Fonte: INEA
Espírito Santo ganha oito novos produtores de água
Vitória (ES), 19 de dezembro de 2009
O agricultor de Afonso Cláudio, Nivaldo Cristo Palma, de 63 anos, estava orgulhoso. Foram 30 anos deixando de cultivar sua lavoura em uma parte significativa de suas terras para proteger uma área de 46,7 hectares de florestas e nascentes. Com o tempo, ele percebeu que sua atitude gerou muito mais do que o dinheiro pode comprar e, nesta sexta-feira (18), ele e outros sete proprietários rurais da bacia do Guandu se tornaram ProdutorES de Água.
O grupo assinou, com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama), por meio do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), em evento especial sobre a ‘Conservação e Recuperação da Mata Atlântica’ realizado pelo Governo do Estado, um contrato de três anos, renováveis, que reconhece o valor ambiental e econômico de suas florestas.
Nivaldo terá R$ 6.091,87 por ano em Pagamento por Serviços Ambientais. “Eu pensava às vezes, ‘esse terreno todo parado! ’. E meu filho, que agora é padre, dizia: pai, não se preocupa que o senhor está fazendo o certo, no futuro poucos vão ter uma área igual a essa. Hoje eu sei que o que eu tenho um homem não constrói nem em 100 anos de trabalho. É bonito, o ar é puro e dá para ver os lambaris nadando embaixo d’água, de tão cristalina. Só que não tinha muito espaço para plantar, então a aposentadoria tinha ficado pequena. Eu queria que meu filho estivesse aqui para me ver receber o cheque e as pessoas me dando os parabéns”, contou o agricultor.
Outro exemplo é a propriedade de Andrea Vivacqua. As terras ficam em Brejetuba e já são da família há 80 anos, mas a herança agrega agora 32,61 hectares preservados incluídos no ProdutorES de Água. “O incentivo do Governo do Estado é muito bom e ajuda a recuperar novas áreas, porque é preciso investimentos próprios para isso. Mas receber este pagamento é mais do que dinheiro, é um reconhecimento da sociedade. Isto é admirável e já está fazendo muitos outros produtores repensarem e redescobrirem a importância do meio ambiente”.
Os oito cheques simbólicos foram entregues aos mais novos ProdutorES de Água pelo vice-governador do Estado, Ricardo Ferraço, e pelos secretários de Estado do Meio Ambiente e de Agricultura, Maria da Glória Brito Abaurre e Enio Bergoli. A soma dos valores é igual a R$ 20.699,23 ao ano, para um total de 138,13 hectares de área preservada.
“O ProdutorES de Água tem sido o carro chefe do programa de Pagamentos por Serviços Ambientais, mas não adianta só preservar o que temos. O Espírito Santo tem uma cobertura florestal pequena, aproximadamente 10%, e uma meta ousada de avançar para 16% até o ano 2025. Por isso, o Governo do Estado tem investido bastante e trabalhado em muitas parcerias, para uma série de projetos de recuperação, como o Corredores Ecológicos e o Extensão Ambiental, que faz doação de mudas e dá assistência técnica. O que a gente espera é que estes projetos tenham continuidade, porque o resultado dessas ações só será percebido a longo prazo”, declarou Glória.
Já Ricardo Ferraço lembrou a todos que a preservação e a recuperação da Mata Atlântica no Espírito Santo têm ainda outro papel. “Nunca foi tão real e necessário pensar global e agir local. O Estado está trabalhando na elaboração do Inventário de Gases de Efeito Estufa para identificar as principais fontes de emissão e na política que vai dar as diretrizes de como enfrentar a questão das Mudanças Climáticas e seus efeitos. Mas já sabemos que conter o desmatamento e ampliar as florestas são contribuições importantes para ajudar no controle de emissão de gases que provocam o aumento do aquecimento global”. Informações Adicionais: ProdutorES de Água
O ProdutorES de Água reconhece o papel dos proprietários rurais enquanto facilitadores dos inúmeros benefícios prestados pela existência da cobertura florestal por meio do mecanismo de Pagamento por Serviços Ambientais, que utiliza recursos do Fundo de Recursos Hídricos (Fundágua) provenientes dos royalties de petróleo e gás e compensação financeira do setor hidroelétrico.
O município de Alfredo Chaves foi o primeiro a receber o projeto, inserido na Bacia Hidrográfica do Rio Benevente. Desde março de 2009, quando os primeiros pagamentos foram efetuados, 30 produtores rurais já receberam os incentivos econômicos, 10 receberão ainda este ano e outros 30 estão em processos de análise.
Assim como na região do Benevente, os trabalhos da bacia hidrográfica de Guandu foram iniciados nas partes mais altas, inicialmente identificadas nos municípios de Afonso Cláudio e Brejetuba.
O ProdutorES de Água conta com a parceria de: prefeituras de Alfredo Chaves, Afonso Cláudio e Brejetuba; Agência Nacional das Águas (ANA); Instituto BioAtlântica (IBio); Seag, Incaper; Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes) e Comitê de bacia do Rio Benevente.
(Assessoria de Imprensa - IEMA - ES)
Espírito Santo ganha oito novos ProdutorES de Água
Vitória (ES
O agricultor de Afonso Cláudio, Nivaldo Cristo Palma, de 63 anos, estava orgulhoso. Foram 30 anos deixando de cultivar sua lavoura em uma parte significativa de suas terras para proteger uma área de 46,7 hectares de florestas e nascentes. Com o tempo, ele percebeu que sua atitude gerou muito mais do que o dinheiro pode comprar e, nesta sexta-feira (18), ele e outros sete proprietários rurais da bacia do Guandu se tornaram ProdutorES de Água.
O grupo assinou, com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama), por meio do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), em evento especial sobre a ‘Conservação e Recuperação da Mata Atlântica’ realizado pelo Governo do Estado, um contrato de três anos, renováveis, que reconhece o valor ambiental e econômico de suas florestas.
Nivaldo terá R$ 6.091,87 por ano em Pagamento por Serviços Ambientais. “Eu pensava às vezes, ‘esse terreno todo parado! ’. E meu filho, que agora é padre, dizia: pai, não se preocupa que o senhor está fazendo o certo, no futuro poucos vão ter uma área igual a essa. Hoje eu sei que o que eu tenho um homem não constrói nem em 100 anos de trabalho. É bonito, o ar é puro e dá para ver os lambaris nadando embaixo d’água, de tão cristalina. Só que não tinha muito espaço para plantar, então a aposentadoria tinha ficado pequena. Eu queria que meu filho estivesse aqui para me ver receber o cheque e as pessoas me dando os parabéns”, contou o agricultor.
Outro exemplo é a propriedade de Andrea Vivacqua. As terras ficam em Brejetuba e já são da família há 80 anos, mas a herança agrega agora 32,61 hectares preservados incluídos no ProdutorES de Água. “O incentivo do Governo do Estado é muito bom e ajuda a recuperar novas áreas, porque é preciso investimentos próprios para isso. Mas receber este pagamento é mais do que dinheiro, é um reconhecimento da sociedade. Isto é admirável e já está fazendo muitos outros produtores repensarem e redescobrirem a importância do meio ambiente”.
Os oito cheques simbólicos foram entregues aos mais novos ProdutorES de Água pelo vice-governador do Estado, Ricardo Ferraço, e pelos secretários de Estado do Meio Ambiente e de Agricultura, Maria da Glória Brito Abaurre e Enio Bergoli. A soma dos valores é igual a R$ 20.699,23 ao ano, para um total de 138,13 hectares de área preservada.
“O ProdutorES de Água tem sido o carro chefe do programa de Pagamentos por Serviços Ambientais, mas não adianta só preservar o que temos. O Espírito Santo tem uma cobertura florestal pequena, aproximadamente 10%, e uma meta ousada de avançar para 16% até o ano 2025. Por isso, o Governo do Estado tem investido bastante e trabalhado em muitas parcerias, para uma série de projetos de recuperação, como o Corredores Ecológicos e o Extensão Ambiental, que faz doação de mudas e dá assistência técnica. O que a gente espera é que estes projetos tenham continuidade, porque o resultado dessas ações só será percebido a longo prazo”, declarou Glória.
Já Ricardo Ferraço lembrou a todos que a preservação e a recuperação da Mata Atlântica no Espírito Santo têm ainda outro papel. “Nunca foi tão real e necessário pensar global e agir local. O Estado está trabalhando na elaboração do Inventário de Gases de Efeito Estufa para identificar as principais fontes de emissão e na política que vai dar as diretrizes de como enfrentar a questão das Mudanças Climáticas e seus efeitos. Mas já sabemos que conter o desmatamento e ampliar as florestas são contribuições importantes para ajudar no controle de emissão de gases que provocam o aumento do aquecimento global”.
Informações Adicionais:
ProdutorES de Água
O ProdutorES de Água reconhece o papel dos proprietários rurais enquanto facilitadores dos inúmeros benefícios prestados pela existência da cobertura florestal por meio do mecanismo de Pagamento por Serviços Ambientais, que utiliza recursos do Fundo de Recursos Hídricos (Fundágua) provenientes dos royalties de petróleo e gás e compensação financeira do setor hidroelétrico.
O município de Alfredo Chaves foi o primeiro a receber o projeto, inserido na Bacia Hidrográfica do Rio Benevente. Desde março de 2009, quando os primeiros pagamentos foram efetuados, 30 produtores rurais já receberam os incentivos econômicos, 10 receberão ainda este ano e outros 30 estão em processos de análise.
Assim como na região do Benevente, os trabalhos da bacia hidrográfica de Guandu foram iniciados nas partes mais altas, inicialmente identificadas nos municípios de Afonso Cláudio e Brejetuba.
O ProdutorES de Água conta com a parceria de: prefeituras de Alfredo Chaves, Afonso Cláudio e Brejetuba; Agência Nacional das Águas (ANA); Instituto Bio Atlântica (Ibio); Seag, Incaper; Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes) e Comitê de bacia do Rio Benevente.
FIRJAN e IBio lançam Projeto Cultivar
Rio de Janeiro, 30 de novembro de 2009
O Sistema FIRJAN, em parceria com o IBio, lançou hoje, na comunidade do Batan, em Realengo, o Projeto Cultivar, que prevê o plantio de 1 milhão de árvores em diversos municípios do Rio de Janeiro.
Durante o lançamento, com a presença do diretor executivo do IBio, Beto Mesquita, do presidente da FIRJAN, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, da Secretária Estadual de Meio Ambiente, Marilene Ramos, e do vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, cerca de 400 alunos do SESI/SENAI e de escolas públicas da região, além de mais de 500 moradores do Batan, plantaram as primeiras mil mudas do projeto, com duração prevista de cinco anos.
O objetivo do projeto é mobilizar empresas, alunos e toda a sociedade para o enfrentamento das mudanças climáticas e para a recuperação da Mata Atlântica. Serão plantadas 200 mil mudas de espécies nativas a cada ano em diversos trechos da Mata Atlântica fluminense, somando 400 hectares em todo o estado.
Para o vice-governador, a atividade é fundamental para o Estado do Rio, que tem como uma das metas para as Olimpíadas de 2016 o compromisso de plantar 24 milhões de mudas.
Durante o lançamento, Beto Mesquita lembrou que o IBio é uma iniciativa de empresas e organizações ambientalistas, assim como o Projeto Cultivar, que receberá apoio da Firjan e do empresariado para sua realização. "Este projeto demonstra o comprometimento dos empresários do estado do Rio de Janeiro com o combate às mudanças climáticas e a restauração da Mata Atlântica", ressaltou o diretor do IBio.
“O Projeto Cultivar não é somente plantar. É também se responsabilizar pelo inventário de emissões de gases de efeito estufa do próprio Sistema FIRJAN. Um levantamento feito em 58 de nossas unidades, relativo a 2008, constatou que contribuímos com 2.515 toneladas de CO2 equivalentes. Para compensá-las, vamos plantar 12.575 árvores. Mais do que isso, iremos promover o plantio de 1 milhão nos próximos cinco anos. Ao mesmo tempo planejamos ações internas de redução dessas emissões, que implicaram desde a substituição dos nossos antigos elevadores por outros que consomem menos energia, até a progressiva substituição da frota por veículos flex e a realização de reuniões por vídeo conferências para evitar as emissões decorrentes das viagens a trabalho”, disse Eduardo Eugenio.
As áreas a serem reflorestadas são 281 hectares em parques e reservas já existentes, além de 114 hectares em cinco novas áreas verdes municipais e 5 hectares em duas unidades SESI/SENAI-RJ. Depois do plantio, as áreas passarão por um processo de manutenção para garantir a sobrevivência das árvores. As espécies também foram selecionadas para que representem os diferentes estágios, tornando-se um atrativo para a fauna, em especial de aves e mamíferos frugívoros.
(Com informações da Assessoria de Imprensa da Firjan) Foto: Antonio Batalha
Minc recebe proposta do plano de manejo da APA da Bacia do Rio Macacu
Cachoeiras de Macacu (RJ), 13 de novembro de 2009
O ministro Carlos Minc e a secretária do Ambiente do estado do Rio de Janeiro, Marilene Ramos, receberam hoje (13) a proposta de Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental (APA) da Bacia do Rio Macacu.
A entrega oficial da proposta aconteceu na solenidade de criação do Parque Fluvial do Macacu, área de proteção especial localizada dentro dos limites da APA, no município de Cachoeiras de Macacu, região metropolitana do Rio de Janeiro.
Elaborada pelo Instituto BioAtlântica e parceiros do projeto Entre Serras & Águas, a proposta de plano de manejo levou cerca de três anos para ser finalizada, após um processo participativo que envolveu grande parte da população da bacia que abriga a APA. (Clique nos links abaixo para fazer o download da proposta).
"Muitos anos atrás, quando eu era deputado estadual, eu fiz a lei criando a APA do Macacu. Criamos a APA, mas a APA tem que ser implantanda, e o plano de manejo é a regra, o quê pode, o quê não pode, para poder desenvolver e melhorar a vida e proteger", disse o ministro Minc durante a solenidade.
Após a análise da equipe do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), já em andamento, o zoneamento proposto pelo plano de manejo da APA passará a regular a ocupação e o uso do solo na área da bacia, onde vivem cerca de 106 mil pessoas. (Clique aqui para assistir o vídeo institucional do Projeto Entre Serras & Águas)
"A criação do Parque Fluvial do Macacu consolida a proposta de uso público e educação ambiental do plano de manejo, utilizando as áreas protegidas para conscientização da população local sobre a importância da conservação dos recursos hídricos, florestais e da biodiversidade", explica Gabriela Viana, coordenadora do Programa Serra do Mar, responsável pela elaboração do plano.
A proposta, apoiada pelos Projetos Demonstrativos (PDA) do Ministério do Meio Ambiente, é fruto de um esforço integrado do Instituto BioAtlântica e das instituições parceiras do projeto: Embrapa Solos, Laboratório de Vertebrados da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Labvert/Ufrj), Programa Mata Atlântica do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Reserva Ecológica do Guapiaçu (Regua), Laboratório de Ecologia de Rios e Córregos (Lerc) Departamento de Ecologia da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), Laboratório de Avaliação e Promoção da Saúde Ambiental (Lapsa) Departamento de Biologia do Instituto Osvaldo Cruz (IOC) Fiocruz, Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e Embrapa Agrobiologia.
O projeto ProdutorES de Água foi expandido para duas importantes sub-bacias do rio Doce: as do rio Guandu e do rio São José. Nessas bacias, o grande avanço foi a união das agendas de duas importantes secretarias do estado do Espírito Santo: Agricultura e Meio Ambiente.
O ProdutorES de Água, que repassa recursos diretamente para proprietários rurais que conservam suas florestas , passa a recompensar financeiramente os produtores que já estão inscritos no programa Campo Sustentável, da Secretaria de Agricultura, e que estão inseridos nessas duas bacias hidrográficas, integrando assim ações das duas secretarias.
“Unir esforços das diferentes agendas (agricultura e meio ambiente) é a fórmula para o sucesso das ações de conservação e uso sustentável da biodiversidade da Mata Atlântica”, salienta o técnico ambiental do IBio no Espírito Santo, Thiago Belote.
Na bacia do rio Benevente, área piloto do projeto, mais produtores continuam aderindo ao mercado de serviços ambientais. Em março deste ano eram 112,78 ha protegidos por sete empreendedores rurais. Hoje, o número de hectares aumentou para 384,59, com 23 produtores inseridos no projeto.
O IBio faz parte da equipe técnica do projeto, atuando em conjunto com os órgãos estaduais no desenvolvimento, execução e monitoramento do ProdutorES de Água.
No próximo ano, as expectativas são de que novas parcerias sejam formalizadas, colaborando no desenvolvimento do projeto. O objetivo é consolidar o programa nas bacias já inseridas no mecanismo de pagamento por serviços ambientais e expandir para outras bacias estratégicas, sempre reconhecendo a floresta atlântica situada em áreas prioritárias para recursos hídricos.
O ProdutorES de Água é uma iniciativa do Instituto Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (IEMA) e do instituto BioAtlântica, e conta com a parceria das Prefeituras dos municípios contemplados; Agência Nacional das Águas (ANA); Secretaria de Estado de Agricultura e Pesca (SEAG), Instituto Capixaba de Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e do Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes).
Cooplantar recebe nova jornada de cursos
Porto Seguro, 11 de novembro de 2009
A equipe do IBio para o Corredor Central da Mata Atlântica realizou semana passada o primeiro módulo da nova jornada de capacitação dos cooperados da Cooplantar – Cooperativa de Reflorestadores de Mata Atlântica do Extremo Sul da Bahia. A iniciativa servirá para incrementar a capacidade técnica dos reflorestadores, com cursos de cooperativismo, restauração florestal e gestão financeira.
Realizado nos dias 6 e 7 de novembro em Nova Caraíva, distrito de Porto Seguro, no sul da Bahia, o primeiro módulo ofereceu um curso Básico em Cooperativismo para o quadro social da cooperativa. Com carga horária de 16 horas, o curso contou com a participação de 18 pessoas, entre associados, diretoria e conselho fiscal.
Segundo Claudio Lyrio, gerente de projetos do IBio, que ministrou o curso, “foi uma importante oportunidade que os associados da Cooplantar tiveram para refletir sobre os caminhos traçados no passado, aliando teoria e prática, para agora pensar estrategicamente no futuro da cooperativa”.
A Veracel Celulose, que desde 2007 contrata os serviços da Cooplantar para facilitar a formação de corredores ecológicos na região, é a patrocinadora da capacitação, prevista para durar 12 semanas.
Criada oficialmente em 2006, a Cooplantar conta desde o início de suas operações com o apoio do IBio, que envolveu a comunidade local na recuperação ambiental e na proteção das águas e da biodiversidade da bacia do rio Caraíva, um dos resultados do projeto “Recuperação da Mata Atlântica e Proteção das Águas da Bacia do Rio Caraíva” – uma iniciativa financiada pelo Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF), da Conservação Internacional, desenvolvido pelo Instituto Cidade, Associação dos Nativos de Caraíva (ANAC) e grupo Ambientalista Natureza Bela.
Leia a memória do sétimo encontro do Fórum Florestal Fluminense
Rio de Janeiro , 30 de setembro de 2009
Clique no link abaixo para fazer o download do arquivo com a memória do encontro, realizado em agosto na Federação da Agricultura, Pecuária e Pesca do Estado do Rio de Janeiro (Faerj).