A Mata Atlântica é hoje um mosaico composto por alguns fragmentos relativamente extensos e um grande número de pequenas áreas em estágios diferentes de degradação. A proteção de fragmentos de pequeno porte na forma de Unidades de Conservação (UCs) tem se mostrado pouco eficiente para recuperar a integridade dos ecossistemas. As atividades desenvolvidas no entorno das UCs impactam negativamente flora e fauna e impedem a conexão entre fragmentos. O isolamento leva às espécies ao empobrecimento genético e inviabiliza a restauração da paisagem.

A formação de corredores de biodiversidade para conectar fragmentos vem sendo apontada como uma solução para a conservação da biodiversidade e dos processos ecológicos. O planejamento sustentável da paisagem, no contexto dos corredores de biodiversidade, considera os diferentes usos do solo, a biodiversidade local e os fragmentos florestais, buscando compatibilizá-los com áreas urbanas, assentamentos rurais, áreas agrícolas, industriais e a infra-estrutura.

A estratégia do programa Paisagens Sustentáveis é elaborar, validar e disponibilizar informações e ferramentas de planejamento e gestão ambiental.

O objetivo principal do programa é viabilizar a implantação de corredores de biodiversidade por meio de:

Identificação de áreas prioritárias para a conservação e recomendação de ações e políticas adequadas;

Construção participativa de estratégias de desenvolvimento local que contemplem a conservação da biodiversidade e o uso sustentável dos recursos hídricos em particular;

Fortalecimento das UCs existentes, contribuindo para a consolidação da gestão em mosaico do corredor;

Sistematização e análise de informações sobre aspectos ambientais e relativos à ocupação humana para subsidiar tomadores de decisão e informar a sociedade-civil.

 

Projetos:

   
 


 



O Estado do Rio de Jane iro possui uma concentração relevante de espécies endêmicas e constitui parte significativa do Corredor da Serra do Mar, apresentando importantes fragmentos de Mata Atlântica. Entretanto, de forma geral as informações ambientais existentes sobre o Estado ainda se encontram dispersas e pouco acessíveis, dificultando uma adequada intervenção nos processos de ocupação do solo e uso dos recursos.

O projeto “Estratégias e Ações” tem como objetivo construir ferramentas através da sistematização das informações técnicas e administrativas acerca de aspectos ambientais e antrópicos, que favoreçam o planejamento do Estado do Rio de Jane iro priorizando a consolidação de territórios sustentáveis, mantendo tanto a dinâmica dos processos ecológicos quanto permitindo o desenvolvimento sócio-econômico.

O projeto é composto basicamente das seguintes iniciativas principais:


Levantamento de informações existentes sobre características ambientais e antrópicas;

Adequação, integração e análise das informações em workshop que envolve especialistas das áreas de solos e geomorfologia, fauna , flora, e sócio-economia ;

Disseminação das informações compiladas e das análises geradas por meio de um banco de dados sócio-econômico e ambiental, que será atualizado por órgãos de governo estadual e municipal, instituições de ensino e pesquisa e ONGs.

Área foco: Corredor de Biodiversidade da Serra do Mar no estado do Rio de Janeiro

Recursos: Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF)

 
Parceiros

Instituto Biomas

EMBRAPA Solos

Fundação CIDE

 

 

As inúmeras nascentes existentes na região central da Serra do Mar a tornam chave para a produção e abastecimento de água de qualidade para o consumo humano e para a renovação da vida na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. A porção leste da Bacia da Baia de Guanabara (BBG Leste) é formada por sete bacias hidrográficas (Praia de Mauá, Roncador ou Santo Aleixo, Guapimirim-Macacu, Caceribu, Iriri, Suruí e Guaxindiba-Alcântara) e áreas de remanescentes florestais de grande importância. Não por acaso, a BBG Leste concentra a maior parte das unidades de conservação federais e estaduais existentes na região hidrográfica da Baía de Guanabara.

O componente Água, Vida e Desenvolvimento do Programa Paisagens Sustentáveis do IBio tem como objetivo construir estratégias de desenvolvimento local participativo contribuindo para a formação de paisagens que permitam a conservação da biodiversidade e o uso sustentável dos recursos naturais, principalmente dos mananciais de água doce.

Área foco: Região da BBG Leste (RJ). Municípios de Cachoeiras de Macacu, Tanguá, Rio Bonito, Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Guapimirim e Magé.

 

 


 

A Área de Proteção Ambiental ( APA ) da Bacia do Rio Macacu foi criada em 2002 com o objetivo proteger importantes mananciais que abastecem os municípios de Cachoeiras de Macacu, Niterói, São Gonçalo e Itaboraí. Unidade de conservação estadual compreende todos os terrenos situados às margens do curso de água numa faixa complementar de proteção com largura de 150 metros , desde a nascente até sua desembocadura na Baía de Guanabara (área da APA Guapimirim).

Entre as unidades de conservação presentes no entorno da APA da Bacia do Rio Macacu estão o Parque Nacional da Serra dos Órgãos
( 11.800 ha .), o Parque Estadual Três Picos ( 46.350 ha .), a Estação Ecológica do Paraíso ( 4.920 ha .), a Área de Proteção Ambiental Federal de Guapimirim ( 14.000 ha .), a Área de Proteção Ambiental Federal , de Petrópolis ( 59.049 ha ). Estas UCs são importantes para a conservação da biodiversidade e dos recursos hídricos locais, pois formam um eixo de transição entre as mais importantes áreas de recarga – as montanhas com florestas – e as áreas de baixada, onde cada vez mais há pressão antrópica e demanda de água para usos diversos.

O projeto “Entre Serras e Águas: Consolidação do Corredor Central Fluminense através da elaboração do plano de manejo da APA da Bacia do Rio Macacu” tem como objetivos:

   

A construção participativa do plano de manejo da APA

O planejamento regional e gestão em mosaico das UCs existentes no entorno

A conexão de remanescentes por meio da formação de corredores e do planejamento agroecológico que respeita a vocação agropecuária das terras produtivas existentes na APA.

 

Área foco: APA da Bacia do Rio Macacu

Recursos: PDA Mata Atlântica/MMA

 
Parceiros

Associação Projeto Roda Viva

EMBRAPA/Solos

Instituto Baía de Guanabara (IBG)

Jardim Botânico do Rio de Janeiro

Laboratório de Vertebrados/UFRJ

Reserva Ecológica de Guapiaçu

 

 

A Sub-bacia do Guapimirim-Macacu faz parte do complexo hidrológico da Bacia da Baia da Guanabara (RJ) e da área do Corredor de Biodiversidade da Serra do Mar e responsável pelo abastecimento de cerca de 2,5 milhões habitantes dos municípios de Cachoeiras de Macacu, Guapimirm, Itaboraí, São Gonçalo e Niterói. Considerada de “extrema importância biológica” para a conservação da biodiversidade da Mata Atlântica, encontra-se altamente ameaçada por pressões antrópicas, especialmente expansão urbana desordenada e crescimento da pecuária.

O Projeto “Caminhos da Sustentabilidade: Planejamento Ambiental e Recuperação Florestal na Sub-Bacia Guapimirim-Macacu” tem como objetivo planejar e implantar, de modo participativo, ações que promovam:

 

A conservação da biodiversidade local

A proteção dos recursos hídricos

A recuperação das Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reservas Legais (RLs) degradadas localizadas na sub-bacia Guapimirim-Macacu.

 

O projeto prevê a elaboração de um diagnóstico do meio físico-biótico, dinâmica socioeconômica e organização jurídico institucional da sub-bacia Guapimirim-Macacu, a partir do qual será proposto um modelo de gestão dos recursos naturais. Como área piloto para revitalização de APPs e Reservas Legais foi adotado o assentamento São José da Boa Morte, que possui condições ambientais e sociais que permitem a implementação de uma área piloto bastante representativa da sub-bacia.

Localizado em Cachoeiras de Macacu, com 3.900 hectares e fragmentos florestais de grande importância, o assentamento existe há 23 anos e preserva parcela significativa da primeira leva de assentados. A produção agrícola familiar (aipim, inhame, quiabo, batata-doce e outros) é comercializada basicamente no mercado da cidade e no Rio de Janeiro. Nos arredores do assentamento, e mesmo entre os assentados, a pecuária é uma atividade presente, onde se percebe a necessidade de implementação de sistemas agrossilvopastoris que permitam a conexão entre fragmentos. Orientados por técnicos da Embrapa Agrobiologia, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, da Emater e de ONG locais os agricultores começam a se sensibilizar para a adoção de técnicas e estratégias de conservação e de uso sustentável dos recursos naturais.

Área foco: Sub-Bacia Guapimirim-Macacu (RJ) com ação piloto no Assentamento São José da Boa Morte em Cachoeiras de Macacu.

Recursos: Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA)

 
Parceiros

EMBRAPA/Solos

EMBRAPA/CNPAB (Centro Nacional de Pesquisa de Agrobiologia)

Instituto de Biologia/UFRJ

Instituição de Desenvolvimento e Ação Comunitária- IDACO

Rede Brasileira Agroflorestal - REBRAF

 
 

fotos: Marcelo de Mattos

Projeto entre Serras e Águas - Rio Macacu (RJ).

 
Projeto Caminhos da Sustentabilidade
Moradora de São José da Boa Morte participa de ecomapa em reunião do projeto.
 
Projeto Entre Serras e Águas - Família de agricultores em Serra Queimada (RJ).
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Mais informações sobre
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Portal Baía de Guanabara
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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